Hoje eu não vou falar de livros

Este é mais um daqueles posts que você pode pular, porque eu vou abrir meu coração mais uma vez.
"não vou falar de livros", aí eu venho e coloco a foto do que? de um livro, obviamente. | Foto: Robbie Noble - Unsplash
Eu acho que a maioria das pessoas que me acompanham por aqui sabe que eu sou, além de tímida, muito empolgada com coisas que se relacionam com a universidade em que estudo. Essa foi uma das razões que me fizeram participar de uma atlética por quase três anos. E essa também foi uma das razões para eu sair.

Parece estranho eu dizer isso, mas é a mais pura verdade. Deixando de lado outros fatores que influenciaram muito na minha saída (e que não precisam ser mencionados aqui e agora), perceber que toda a minha empolgação estava voltada apenas ao que era realizado na atlética me fez ver que eu estava fazendo uma coisa muito errada: eu não estava me divertindo e aproveitando completamente o curso que escolhi fazer. Eu não estava me dedicando completamente ao que havia me proposto fazer antes de entrar em um projeto de extensão. Eu estava voltando todas as minhas forças e atenções para uma coisa [muito legal, por sinal] que não deveria ser a prioridade número um na minha vida -- para você ter ideia, minha empolgação com o blog diminuiu na mesma época em que mudei meu foco. Então eu parei para pensar. Tirei férias. Férias da diretoria da associação, férias de todos os assuntos e férias de todos os problemas.

E nunca me senti tão leve na vida.

Eu voltei a ser eu mesma.

Uma atividade que começou pequena, divertida e fonte de alegria, com o tempo ficou massante, pesada e fonte de frustração e ansiedade -- e realmente não preciso de mais ansiedade na minha vida nem agora nem nunca.

Foi esse sentimento de leveza que me fez entender que era hora de parar. Acredito que a vida possui fases e temporadas e que cada fase tem seu momento para começar e terminar. A minha fase como atleticana se encerrou. São quase três meses de afastamento e em alguns momentos (principalmente naqueles em que meu celular não toca) sinto falta, sim, de estar lá no meio e em contato direto com tantas pessoas diferentes. Mas nada me faria voltar agora. Não agora que aprendi a voltar a me valorizar por ser quem sou, que voltei a ver que a Vitória é mais do que diretora de associação e que isso não é o que me define de verdade. Tudo na vida precisa ser em mão dupla, incluindo nossos relacionamentos profissionais e acadêmicos. Nossa experiência em projetos de extensão devem ser uma via de mão dupla, também. E enquanto às vezes sinto falta das pessoas de lá, quem ficou lá não sente falta da Vitória-pessoa, sente falta da Vitória-diretora-que-faz-tudo-em-todos-os-momentos. E eles podem não perceber, mas uma Vitória não existe sem a outra, e a Vitória-pessoa precisa de mais do que "volta porque as coisas estão um caos", a Vitória-pessoa precisa ser reconhecida como ser humano. Dar e receber na mesma proporção, não ser sufocada, não ser transformada em alguém que não é. E o mais importante, não se sentir sozinha no meio da multidão. A Vitória-pessoa é uma pessoa que, como qualquer outra, quer se amar, ser amada e amar os outros. [e, olhando para trás, não consigo ver esse amor fluindo em mão dupla quando estava lá, pelo menos não comigo] O mais importante, no entanto, é que:

Ficar longe fez com que eu me reencontrasse comigo mesma.

Então, depois de abrir meu coração, tudo o que tenho a dizer é: eu voltei a ser eu mesma, numa versão melhorada, em uma nova fase e com as minhas prioridades alinhadas. Eu gosto dessa nova versão de mim mesma (e isso é crescer, né?)
eu ia fazer uma metáfora super bem trabalhada sobre amadurecer e tudo o mais, mas desisti

Até breve! 

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