Doki Livros | Todos, Nenhum. Simplesmente Humano, Jeff Garvin


Eu nem sei o que escrever sobre este livro, só sei que você deveria parar tudo o que está fazendo neste momento, abrir o navegador no seu celular ou computador/notebook, entrar no site de uma livraria e comprar um exemplar dele para você. É isso. Nada mais a dizer.

Mentira.

Tenho bastante coisa para falar sobre esta história, só não sei como. Eu reescrevi essa resenha umas três vezes, porque a cada vez, em algum momento, o texto se tornou mais sobre mim do que sobre o livro -- porque apesar de ser uma mulher cis hétero, consegui me identificar com várias situações e pontos que aparecem na história (como as expectativas que os outros têm). Então, antes começar de verdade, lá vão alguns avisos importantes que sempre devem ser lembrados: esta resenha é o reflexo de pensamentos, reflexões e sentimentos suscitados da minha leitura da narrativa. Uma trama sempre irá trazer diferentes pontos e interrogações para diferentes pessoas. Este texto é escrito a partir do meu lugar de fala, ou seja, são as minhas opiniões e expectativas quanto leitora. Preparado? Bom. Vamos lá.

Fiquei de olho neste livro por algum tempo -- se não me engano, a primeira resenha que li sobre ele foi em 2015 ou 2016. Achei sua premissa mais do que promissora e fiquei com os dedos cruzados, desejando que alguma editora lançasse sua versão traduzida por aqui para que eu pudesse ler e indicar para pessoas que sei que não leem em inglês. Então a Plataforma 21 lançou essa belezinha e eu estava com muitos livros atrasados para comprá-lo e simplesmente deixá-lo na pilha. Eu esperei o momento certo. Comprei o meu exemplar há quase três semanas e li dois dias depois. E eu gostei. Gostei bastante, ainda que tenha algumas ressalvas -- e vou começar por elas, porque você me conhece.


O narrador de Todos, Nenhum. Simplesmente Humano é uma pessoa carismática e genuína, seu nome é Riley. É pela voz de Riley que iremos receber várias informações sobre o que é ser uma pessoa de gênero fluído, como é viver assim, ir à escola e receber os olhares questionadores, lidar com as ansiedades que vêm por tentar se sentir em casa dentro do próprio corpo e com a pressão que a sociedade faz para que seja determinado se uma pessoa é "ele" ou "ela". Seus sentimentos e vivências abrem a nossa mente porque nos colocam ao seu lado, em seus pensamentos, em seu lugar -- e isso e maravilhoso e ao mesmo tempo dolorido, porque ainda que realmente não saibamos em primeira mão como é viver assim, nós sabemos como é. No entanto, em vários momentos da trama senti que não estávamos indo para lugar nenhum. O que quero dizer com isso: acompanhamos Riley na escola nova meio que se enturmando, lidando com as expectativas e pressões de seus pais e encontrando uma causa para lutar. E enquanto isso é muito instrutivo e informativo, principalmente para alguém que nunca teve contato com nenhuma dessa informações, fica aquela sensação de que a história poderia ser mais -- porque Riley faz parte daquele tipo de personagem que pode ser amplamente aprofundado e explorado --, mas não há espaço para que aconteça esse mais. Vou explicar.

A história é centrada em Riley e é de Riley todo o trabalho de entreter e encantar o leitor. Se o personagem principal fosse Bec ou Solo, amigos de Riley, eu provavelmente não me sentiria tão envolvida na narrativa -- eles estão ali como um suporte para que certos temas, como o bullying na escola, sejam tratados. É a autenticidade de Riley que conquista. É sua linguagem, seus medos, suas ansiedades, sua forma de ver o mundo que faz com que o leitor se conecte com a história. E isso me passou a impressão de que sobrecarregou um único personagem -- é claro que Solo tem seus momentos interessantes e Bec brilha em alguns diálogos, mas não é algo que aconteça de forma equilibrada. E isso reflete no enredo. Seu plot não é tão sólido quanto desejado e seus acontecimentos ficam simplesmente sem força diante das informações que são explicadas. Isso quer dizer que a história é ruim? Não. Mas é justamente a expressiva massa de conhecimento que deveria ser melhor conduzida com a trama.

Um ponto que poderia ser mais aprofundado e melhor trabalhado é a relação de Riley com a escrita. Riley posta em um blog (cuja plataforma faz uma paródia com o tumblr) e embora eu tenha amado cada um dos posts e respostas que foram mostrados no decorrer da trama, a repetição expressiva de certos pontos não era necessariamente a melhor forma de nos exemplificar uma e outra vez toda a pressão e ódio que as pessoas espalham para os outros [que muitas vezes nem conhecem]. Fiquei com a impressão de que se houvesse uma variedade de situações maior, mesmo que a mensagem fosse a mesma, o impacto seria diferente.

Outro ponto foi a relação familiar. Ainda que eu entenda que o pai de Riley era um deputado em reeleição e sua mãe aparentasse sentir receio em conversar de verdade sobre o que estava acontecendo com Riley, fiquei com a sensação de que eles poderiam ser uma fonte de diálogos extremamente enriquecedores e que não foram utilizados. Nós realmente não encontramos tantos pais efetivamente participando das histórias em livros YA e neste caso, os dois, ainda que de forma contida, estão ali, presentes e com grande potencial. A visão de que seus pais realmente nunca se importariam em fazer lhe perguntas ou apoiar me parece, hoje, não tão realista quanto a história implica, para mim estava bastante óbvio que eles amavam Riley e apenas não tinham a mínima ideia do que estava acontecendo e que, com conversa e entendimento, iriam apoiar e aceitar sem nenhum julgamento. Como mencionei há pouco, o enredo poderia ser mais aprofundado com melhor desenvolvimento dos pais, e dos amigos de Riley -- Bec e Solo.


Como experiência de leitura, Simplesmente Humano é um livro incrível. Este é o primeiro livro que leio onde não nos é revelado o gênero do personagem principal e narrador -- e este é um dos principais pontos na trama --, e o trabalho do escritor e do tradutor ao fazer com que as marcas de gênero fossem substituídas e não utilizadas é realmente instigante. No começo não saber se quem nos conta a história é um menino ou uma menina é um detalhe diferente, que destoa do restante dos romances que temos contato, mas com o passar do tempo percebemos que isso realmente não importa (nós ficamos presos nas perguntas erradas e esse é uma das descobertas que fazemos durante a leitura).

O mundo não é binário. Nem tudo é preto e branco, sim ou não. Às vezes não é um interruptor, mas um ponteiro. E nem é um ponteiro que você consegue controlar; ele vira sem sua permissão ou aprovação.

Tenho a total convicção de que este livro pode mudar ou salvar a vida de alguém (ou os dois). Porque há certos momentos da vida em que precisamos entender o que está acontecendo com a gente, e a resposta, para muitas pessoas, pode estar num romance, num livro de ficção que traz informação de uma forma gostosa de ler. E este livro é uma delicinha de ler -- por causa da voz de Riley, que é tudo o que um narrador de YA precisa para conseguir se fazer entender: sarcástico, inteligente, defensivo, corajoso, reflexivo e completa e autenticamente adolescente. Conseguimos ver o mundo através de seus olhos e isso faz com que nossos olhos se abram. Riley não é um personagem perfeito e também julga e faz suposições sobre outras pessoas, mas é isso o que o faz real.

Todos, Nenhum. Simplesmente Humano nos faz lembrar de que ninguém deve ser obrigado a se ver confinado a descrição de masculino ou feminino se isso não acompanha ou contempla como essa pessoa se sente em seu interior. Eu realmente acho (e espero) que livros como este abram o caminho para os diálogos que precisam ser feitos e que cada vez mais pessoas se sintam corajosas e confiantes em se  mostrar do jeito que se sentem e são. A história de Riley tem o poder de tocar adultos e adolescentes, de proporcionar reflexões sobre como nos vemos e vemos os outros, e o mais importante, tem o poder de mudar muitas vidas. As discussões sobre identidade de gênero são extremamente importantes, e ainda que eu não saiba muito profundamente sobre isso, para mim é bastante claro que este livro cumpre bem o seu papel -- não vou me aprofundar, porque isso faz parte da experiência de leitura, mas a forma como a disforia é tratada é simplesmente muito coerente e real.

Em resumo, este livro é sobre poder reivindicar sua voz e sua identidade. Traz uma visão muito consistente do que são os desafios, os detalhes e o que significa ser uma pessoa de gênero fluído. Ao perpassar temas como família e o que realmente nos sustenta como seres humanos, a trama também mostra que podemos encontrar nossa família em pessoas que não esperamos, como Solo e Bec, que com Riley formam o trio com uma amizade interessante e na maioria das vezes honesta e bonita. Este é o tipo de livro para não ser esquecido.


Por fim, esta é uma trama com ritmo constante e linguagem fácil que proporciona uma leitura curta e rápida. Me deixa muito feliz que tenhamos mais livros como este porque assim os leitores mais novos poderão encontrar mais livros diversos enquanto crescem e assim, talvez, possam descobrir coisas sobre sua própria identidade mais cedo. Sempre digo que é extremamente importante que possamos ter acesso a livros como este, porque enquanto ainda temos um longo caminho até que todos possam ser quem realmente são e até que todos compreendam mais sobre sexualidade e questões de gênero, é extremamente gratificante e empolgante que jovens possam ler e se reconhecer nessas tramas e que assim possam ser ajudados a lidar com sua luta e ter uma vida feliz e completa.

E, veja bem, eu acho que você deveria ler este livro não só porque histórias LGBTQ+ estão ganhando destaque, mas porque é uma ótima leitura. Nos faz sorrir e também nos faz sentir aquela dor ao ler por tudo o que Riley passa. Nos faz perceber que tipo de pessoa podemos ser -- um ser humano no mínimo decente.

Ah! Antes que me esqueça: a capa da edição da Plataforma21 é muito bonita -- e faz muito sentido enquanto você faz a leitura porque combina completamente com quem Riley é e como vai mudando e sentindo em seus dias.

Essa resenha ficou imensa, então se você chegou até aqui, muito obrigada e sorry not sorry.

Dados do livro:
Todos, Nenhum. Simplesmente Humano, Jeff Garvin, 398 páginas, Plataforma21
“A primeira coisa que você vai querer saber sobre mim é: sou menino ou menina?”
Riley Cavanaugh é um ser humano com muitas características: perspicaz, valente, rebelde e… gênero fluido. Em alguns dias, se identifica mais como um menino, em outros, mais como uma menina. Em outros, ainda, como um pouco dos dois. Mas o fato é que quase ninguém sabe disso.
Depois de sofrer bullying e viver experiências frustrantes em uma escola católica, Riley tem a oportunidade de recomeçar em um novo colégio. Assim, para evitar olhares curiosos na nova escola, Riley tenta se vestir da forma mais andrógina possível. Porém, logo de cara recebe o rótulo de aquilo.
Quando está prestes a explodir de angústia, decide criar um blog. Dessa forma, Riley dá vazão a tudo que tem reprimido sob o pseudônimo Alix.
Numa narrativa em que o isolamento é palpável a cada cena, Jeff Garvin traça um poderoso retrato da juventude contemporânea. Somos convidados a viver a trajetória de Riley e entender o quê, afinal, significa ser humano.

*Você pode garantir o seu exemplar e ajudar o blog a continuar crescendo, comprando no link abaixo:


Até breve! 

32 comentários

  1. Oi Vic!

    Tudo bem? Acredita que nunca tinha ouvido falar desse livro? Eu sei, um absurdo não é? Gostei muito de como falou do tema do livro, essa questão de termos o poder para reivindicar algo, especialmente a possibilidade de sermos verdadeiros conosco, é essencial.

    A parte da relação familiar também chamou muito a minha atenção no seu texto! A crítica é interessante à questão da ausência vs a afetividade existente ou não. Gostei inclusive como você interpretou a questão.

    Enfim, parece ser uma leitura bem densa e já anotei a dica. Realmente a edição está maravilhosa (assim como as suas fotos!).

    Beijinhos - Jessie
    www.paraisoliterario.com

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    1. Oi, Jessie! Essa edição tá lindona mesmo <3 que bom que esses tópicos te chamaram atenção! é uma leitura bem enriquecedora mesmo e uma das melhores leituras que fiz neste ano :)

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  2. Olá! Nunca nem ouvi falar desse livro, e fiquei surpresa com a forma que ele parece ser muito profundo e cheio de reflexões. Trás temas muito importantes também. Assim que comecei a ler, fui logo pesquisar na internet o que era gênero fluido. Acredito que esse livro deve ser bastante importante para dar mais visibilidade aos casos e fazer com que essas pessoas não sofram preconceito. Pude ver alguns relatos de mães contando o tanto que seus filhos sofreram e me impressionou bastante. Obrigada por compartilhar!


    Bjoxx ~ www.stalker-literaria.com ♥

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    1. Oi, Aline! Sim, esse livro é bem importante mesmo! Como a gente não tem esse tipo de experiência, acabamos não pensando muito nisso, e quando aparecem histórias como essa, é um abrir de olhos incrível!

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  3. Oi
    não conhecia o livro, mas achei interessante os pontos que falou e que bom que você gostou bastante da leitura, mesmo a história não ter se aprofundado como esperava.

    http://momentocrivelli.blogspot.com

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    1. Oi, Denise! Siim, poderia ter sido um pouco mais aprofundada, mas tá tão bonitinha [e informativa] assim <3

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  4. Oi, Vic!
    Menina, chocada que esse livro é sobre um personagem gênero-fluído!! Nunca que eu ia imaginar com essa capa. Juro que pensei que era mais um livro de autoajuda ou de crônicas. Super anotei na lista de leitura.
    Beijos
    Balaio de Babados
    Concorra a um exemplar autografado de O que eu tô fazendo da minha vida
    Sorteio de aniversário Balaio de Babados e O que tem na nossa estante. São quatro kits; um para cada ganhador

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    1. Oi, Lu! Pois é menina, pela capa não dá pra imaginar não! (e é uma grata surpresa)

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  5. Olá, possuo um colega que anda procurando livros assim para ler, como você disse, livros assim tem um papel muito importante na vida de adolescentes e até mesmo de alguns adultos, pois podem os ajudar a se compreender mais, vão criar uma identificação enorme com personagens e acabar se fortalecendo junto com eles. Irei recomendar para o meu colega e sua resenha ficou ótima, soube explorar bem o livro, tanto os pontos positivos, como os negativos. Bjs!!

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    1. Ah que bom! Tomara que seu colega aproveite a leitura! :D

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  6. olá... apesar de curtir muito livros na temática LGBT... eu não senti atrativos pra fazer a leitura dessa obra em questão, talvez pela narrativa partir de um personagem adolescente, confesso que ando meio saturada de leituras por esse ponto de vista... bem enjoada de YA kkkkkkkkk mas enfim...

    acredito que muita gente vai curtir o livro, pela proposta dele e deve levantar pontos interessantes... a capa tá linda mesmo.

    bjs :D

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    1. Oi Maria! Que pena =/ apesar de ser um YA, é muito bem escrito e não fica tão no clichê :)

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  7. Oi, tudo bom?
    Eu também estou de olho nesse livro desde que ele foi lançado lá fora e fiquei muito feliz quando foi lançado aqui no Brasil. Assim como você, também tenho muito livro não lido parado e estou deixando ele para depois. Mas eu tenho muita curiosidade de ler esse livro. Amo histórias LGBTQ+ e esse é o primeiro livro que eu vejo que tem um personagem de gênero fluido. Adorei ler sua resenha e saber um pouco mais sobre esse livro que eu nem li e já sei que é maravilhoso!

    Beijos!
    https://www.manuscritoliterario.com.br

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    1. Pois é, menina, esse foi o primeiro livro com personagem gênero fluído que li! Quando puder ler, leia sim e me conte o que achou! :D

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  8. Oi, Vitória.
    Achei muito interessante essa sua relação com o livro. Para mim, ficou bem nítida na sua resenha toda a sua empolgação e gostei bastante de saber o quanto o livro mexeu com você.
    Sobre a história em si, não é algo que eu tenha vontade de ler, então vou deixar a dica passar!
    Beijos
    Camis - blog Leitora Compulsiva

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    1. Oi, Camila! Pena que não tenha despertado a sua curiosidade para ler =)

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  9. OIiii,

    A primeira coisa que eu tenho que dizer é que está capa é muito linda!! Ela é vazada?? Achei bem legal ela. E agora sobre a história: sua paixão na resenha foi contagiante!!! É tido como a história te envolveu e conquistou e eu adorei mesmo sua resenha. Adoro histórias que nos proporcionam reflexões, já mudei muito minha forma de ver as coisas por meio de leituras e foi o que mais chamou a minha atenção nesta resenha. Adorei a dica e ela já está super anotada, porque ando querendo ler coisas LGBTQA+ porque é uma literatura que vem crescendo e porque eu gosto de ler e conseguir enxergar amigos meus representados também.

    Beijinhos...
    http://www.paraisoliterario.com

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    1. Oi, Aninha! Siiiim, ela é vazada! (é um transtorno colocar na mochila, mas vale a pena haha) Fico muito feliz que a resenha tenha conseguido passar o que senti! Quando/se você ler, me conte o que achou!

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  10. Oi Vitória!
    Muito bacana o livro ter mexido com você desta forma a ponto de se identificar e reescrever a resenha.
    Acho que irei ler este livro para poder refletir, saber como as pessoas ao redor se sentem, principalmente com a pressão da sociedade. Mas pensarei bem, pois não é um gênero que faz meu estilo.
    Muito legal o fato de ele ajudar a entender o que se passa dentro do "eu". Esse dialogo sobre entender quem e você e se sentir confiante para ser deste jeito é muito bonito.

    Beijos
    FLeituras – Leituras da Fabi


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    1. Oi, Fabiana! Leia sim! É uma ótima forma de abrir novas questões e reflexões e, por não ser de um gênero que você não tenha tanto costume em ler, também é uma oportunidade para tirar da zona de conforto :)

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  11. Oi, Vitória! Eu nunca tinha ouvido falar desse livro, mas sempre acho legal encontrar um novo título de temática LGBT+. Imagino que deve ter sido um trabalho e tanto para o autor, e também para o tradutor, esconder as marcas de gênero (talvez tenha sido ainda mais complicado para o tradutor né, porque a língua portuguesa tem essas marcas muito fortes). Achei muito legal a sua relação com o livro e como você demonstrou isso nessa resenha. Beijão!

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    1. Oi, Rafa! Siiim, também fiquei pensando nisso, nossa língua é beeeeem mais complicada e marcada por gênero do que o inglês, o trabalho linguístico deve ter sido bem empolgante e desafiador!

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  12. Olá!
    Confesso que não fazia ideia sobre o que se tratava esse livro e a capa sempre me deixou intrigada. Adorei os pontos da resenha que você fala sobre o livro de certa forma ser essencial para alguém em algum momento da vida, sinceramente, adoro esse tipo de leitura capaz de modificar alguns pensamentos.
    O que me incomoda são os excessos, mas mesmo com essas ressalvas fiquei extremamente interessada em realizar essa leitura.
    Beijos!

    Camila de Moraes

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    1. Oi, Camila! Eu acho que, neste caso até mesmo os excessos têm uma razão porque é uma história muito necessária :)

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  13. Oi.

    Eu tenho muita vontade de ler esse livro, sempre vi ele, mas como eu não sabia muito sobre a obra, eu acabei adiando a compra. Agora que li sua resenha, sei que ele será uma das minhas próximasmas aquisições. Adorei o enredo, e como sou apaixonada pelo gênero, já estou ansiosa pela leitura.

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    1. Oi, Dani! Pois é, a gente não tem muita noção da história com a capa/sinopse, mas ele é muito bom mesmo! Tomara que você curta a leitura!

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  14. Oi, Vic

    Não há um outro livro com a capa parecida? Juro que na minha memória tem uma outra capa, mas é apenas uma dessas silhuetas. Enfim, isso é o de menos.
    Não conhecia o livro e achei interessantíssimo o fato de não sabermos o gênero de quem está narrando. Eu nunca li nada do tipo! Uma pena as ressalvas sobre a falta de aprofundamento nas questões que você abordou, mas mesmo assim parece mesmo ser uma leitura única e agora quero muito fazê-la.

    Beijos
    - Tami
    https://www.meuepilogo.com

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    1. Oi, Tami! Pensando agora, acho que tem sim um outro livro com só uma silhueta na capa, mas não consigo lembrar o nome >< Mas sim, é uma história muito enriquecedora :D

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  15. Oi, tudo bem?
    Eu confesso que quando esse livro foi lançado, eu não dei muita atenção. Acho que nem sabia direito sobre o que se tratava. Mas parece ser uma leitura muito interessante. Adorei a temática e, mesmo com as ressalvas que você fez, deu para perceber que é um livro que vale a pena ler.
    Adorei a resenha e já anotei a dica aqui.
    Beijos!

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    1. Oi, Malu! Sim, mesmo com as ressalvas é uma história que deve e merece ser lida por todo mundo :)

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  16. Que resenha molier!!!!
    Acho que o fato de você ter se identificado mesmo sendo diferente do protagonista nos dá um exemplo de empatia enorme, não apenas porque de fato algumas situações lhe pareceram iguais (expectativas), mas porque despertou em você a realidade de que podemos ser alvo de julgamentos mesmo em posições diferentes. Adorei sua reflexão sobre o livro e fiquei curiosíssima para ler.
    beijos

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    1. Ficou enorme né? hahaha Mas é, essa história me impactou mesmo, e que bom que ce curtiu! Isso me deixa muito feliz! :D

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