segunda-feira, junho 25, 2018

Doki Livros | A verdade sobre amores e duques, Laura Lee Guhrke

Tenho que confessar que entrei numa fase de romances de época -- e parece que essa fase não irá passar tão cedo. Mas ao contrário do que aconteceu com as minhas últimas leituras de romances de época, A verdade sobre amores e duques não me deixou completamente irritada ou enfadada em nenhum momento -- o que foi uma grata surpresa. 


A principal razão para eu gostar tanto dessa narrativa de Laura Lee Guhrke é a personagem principal: Irene. Nossa heroína é simplesmente incrível e cheia de ideais e impetuosidade. Ela cuida de um jornal e possui uma coluna onde escreve conselhos -- e isso nos leva ao problema principal da trama: Irene aconselha uma Duquesa a seguir seu coração e seu filho, Henry, um Duque bastante irritado, descobre que Irene foi quem escreveu os conselhos e agora quer (ou demanda) sua ajuda para ir atrás da mãe.  

No começo, Henry era apenas mais uma personagem típico de romances de época: arrogante, focado apenas em seus deveres e na forma como todos deveriam se comportar por sua posição social -- o que o fazia sempre arruinar os breves momentos em que estava fazendo alguma coisa realmente boa no decorrer da história. Mas com o passar dos capítulos pude perceber outra faceta do personagem, que combinava completamente com todas as suas ações: Henry é extremamente preocupado com todos com quem se importa. Obviamente isso não apaga toda a parte irritante de sua personalidade, mas já é alguma coisa para se gostar no par romântico de uma das melhores personagens que já encontrei.

E aqui devo abrir um parênteses: O fato de não gostar tanto assim de Henry só consolida a minha mais sincera opinião sobre este livro -- a  autora fez um trabalho realmente bom em criar personagens complexos o suficiente para ter impacto emocional no leitor (e um impacto sólido, que faz com que o leitor fique engajado na leitura). Seus personagens são muito reais, seus relacionamentos familiares (muito bem explorados por sinal), diálogos e cenas são bastante críveis (até mesmo algumas questões da época em a trama está ambientada são incorporadas ao cotidiano dos personagens de forma bem conduzida) -- e ainda como bônus, não perdemos muito tempo no problema [muito mais do que explorado como barreira entre os casais alheios dos romances] somos-de-camadas-sociais-diferentes-e-oh-meu-Deus-não-podemos-ficar-juntos.

O desenvolver do romance entre Irene e Henry foi delicioso de se acompanhar -- esses casais que não possuem nada em comum, mas que não conseguem simplesmente ficarem separados um do outro são os melhores. Laura Lee Guhrke trouxe uma variedade de situações explosivas, surpreendentes e encantadoras para os dois personagens principais -- e não posso negar que de um traz à tona o melhor do outro. São suas diferenças que os fazem encaixar tão bem e por isso as páginas do romance viram sem que percebamos.

Fiquei surpresa em quão bem a autora conseguiu fazer transbordar das páginas o sentimento de frustração e conflito de Henry ao tentar [e não conseguir] ficar longe e parar de pensar em Irene. Provavelmente é neste momento, com a escrita comovente da autora, que conseguimos começar a gostar um pouco do personagem. 

Em resumo, este livro traz uma história de amor interessante e poderosa, que te faz torcer por Irene até o final -- e também te faz ficar acordada até o final.

Até breve! 
segunda-feira, junho 25, 2018 / by / 0 Comments

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