quarta-feira, fevereiro 28, 2018

Doki Livros | Prazeres Sombrios, Kresley Cole

Eu me considero uma pessoa com sorte quando se trata de continuações de séries porque eu sua maioria as histórias que seguem os primeiros livros são tão boas quanto ou melhores ainda do que a história "introdutória". Então continuo com as que já comecei. E, obviamente, ainda estou tentando fugir de séries novas, mas você e eu sabemos que isso não irá acontecer tão cedo Sendo assim, aqui estamos nós novamente com o segundo volume de uma série.


Imortais começou com a história de.Emma e Lachlain (e para saber mais sobre os dois, você pode ler a resenha aqui) e agora continuamos a mergulhar neste mundo repleto de lobisomens, vampiros, valquírias, bruxas, elfos e fadas com a história de Kaderin e Sebastian (ela uma valquíria, ele um vampiro). Irei pular todo aquele parágrafo [imenso] onde conto a história -- que, em linhas gerais é mais um romance com uma mocinha não tão inclinada assim a ficar com o seu par predestinado -- e ir direto para o que interessa: gostei mais de Prazeres Sombrios do que de Desejo Insaciável.

E a razão é muito simples, ainda que hajam diversos pontos irritantes nos personagens, o personagem masculino mais proeminente em Prazeres Sombrios não é nada como Lachlain, pelo contrário, ele é o que eu geralmente espero de um personagem que irá correr atrás de sua amada: alguém que a entenda. E por que digo isso? Vamos lá.

Para começo de conversa, em pelo menos noventa por cento do livro temos Kaderin sendo incrivelmente incrível, literalmente chutando as pessoas para fora do seu caminho, se chafurdando em autopiedade e culpa pela morte das irmãs (isso não é spoiler, não se preocupe) e competindo na Corrida do Talismã (que foi uma jogada muito boa de plot, mas vou falar sobre isso depois) por um motivo muito válido e contra pessoas que conhece e ~talvez~ nutre sentimentos [aka Sebastian]. Até aí, tudo bem. Mas a partir disso, o que geralmente encontramos nas tramas? Pares românticos tentando mudar nossas heroínas. E Bastian simplesmente não é assim.

Ele correu atrás de Kaderin? Obviamente. Ele caçou a moça até o fim do mundo? Lógico. Ele perseguiu e encontrou? Exatamente como o esperado. Entretanto... Bastian descobre durante a Corrida que ele não poderia nunca, jamais controlar, amarrar ou dominar sua amada porque assim ela nunca poderia ama-lo de volta. E então ele percebe que poderia sim ajudá-la, e mais, que ele queria ajudá-la a alcançar seu objetivo, seu sonho, e não porque assim ele poderia fazê-la amá-lo, mas porque ele a amava por ela ser quem é, exatamente do jeito que ela é, porque ele se preocupava com ela e não queria fastá-la de sua família, de sua vida, das coisas que ela ama.

Notou a diferença?

Sebastian, sendo o cavalheiro que é, nos traz um relacionamento [romântico] que não faz querer estapear ou afundar sua cabeça num rio. É claro que Sebastian não é o únicoo a fazer este relacionamento diferente do de Emma e Lach, mas este personagem ser persistente, gentil, inflexível e loucamente apaixonado faz um bom número com os leitores. É na primeira vez que o vemos, no prólogo, que a empatia por esse vampiro começa a ser construída -- e só é reforçada ao longo do livro.

É claro que se Kaderin não fosse a personagem forte e independente que é, isso não seria possível.


Ela me irritou por um tempo com sua teimosia e sua fachada de coração de gelo? Obviamente. Mas suas ações foram moldadas por seu passado, e é completamente compreensível. E enquanto sua mudança foi um pouco mais relutante do que eu desejaria, sua mudança do meio para o final da trama é notória. A Corrida do Talismã foi o evento perfeito para fazer tanto o relaciomento dos dois funcionar quanto para criar oportunidades únicas para os dois persoangens terem espaço para colocar suas mentes no lugar certo. Gostei muito da linha de pensamento que Cole utilizou aqui, o primeiro capítulo dessa trama provavelmente é o que ganha a atenção do leitor e o faz querer continuar a ler para descobrir o que os aguarda nas outras páginas. Senti que os pontos altos do livro foram seu começo e final poderosos, mas isso não quer dizer que tudo o que há no meio não trabalha para que o final seja o final e que você não vá sentir todo o tipo de emoções durante a leitura.

Mais uma vez, temos um personagem realmente sexy e sua "noiva" não-tão-entusiasmada-assim numa fórmula que funciona muito bem. Prazeres Sombrios é uma leitura que entretem e diverte em uma boa medida. E me parece que Cole encontrou -- e soube usar -- o que funciona mais do que bem nessa série.

Até breve! 
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