Conheça: Callíope, de Cindy Stockler

quarta-feira, outubro 11, 2017

Hoje é dia de conhecer Callíope, a Escrava de Atenas, obra da escritora brasileira Cindy Stockler, que está participando da Feira Internacional do Livro de Frankfurt (que acontece do dia 11 a 15 de outubro) para o lançamento do seu livro.


Especialista em ambientizar histórias em lugares singulares e detalhar cada peculiaridade da cultura, desta vez a autora conta a bravura de Callíope em Atenas, na Grécia Antiga. A obra, publicada pela Letras do Pensamento, tem um apêndice e notas de rodapé essenciais para quem gostaria de entender um pouco mais sobre a República Helênica. Confira a sinopse:


Com apenas 15 anos de idade e já muito bonita, Callíope havia sido dada em casamento por seu pai, rico proprietário de terras ao redor de Atenas, a um cidadão ateniense muito mais velho do que ela, conforme os costumes da época, o século V a.C.  Anos se passam e, após vários dissabores e tragédias, em meio à Guerra do Peloponeso e aos ataques espartanos, num revés inesperado para todos, Callíope acaba sendo vendida como escrava a um outro cidadão eminente da cidade.

Longe da família, sem ninguém, não mais dona nem de seu próprio corpo, subjugada à ira do capataz que a odeia, sendo obrigada a ações humilhantes e assediada por ricos cidadãos que desejam seus “favores”, Callíope a tudo enfrenta de cabeça erguida, em seu coração sempre prevalecendo a honra de seus pais. Até que, em meio à pior de suas provações, vem em seu encalço um dos escravos de seu pai, Theódoros, seu amigo de infância, que enfim, tomando as rédeas da situação, dá o rumo certo a toda a família.  

“Tártaros queria “compensar” o patrão daquele gasto exagerado. Tão logo chegaram à casa, havia ele mesmo grosseiramente cortado os compridos e macios cabelos de Callíope rente à nuca para vender na ágora às ricas mulheres, para fazerem tranças. As outras escravas assistiram à cena onde a novata, ainda meio amedrontada, fora humilhada pelo capataz que, com brutalidade, lhe pegara os cabelos com uma das mãos, machucando-a, e com a outra passara um facão em linha reta, empurrando-a em seguida.

- Venha.... Eu a ajudo... – dissera uma escrava mais velha, apiedando-se da garota que, caída no chão, atordoada, mal conseguia se levantar”.

Até breve! 

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