Sem título [porque algumas coisas não precisam ser nomeadas]

quarta-feira, junho 15, 2016

daqui.
Amar não é fácil. As pessoas dizem que o amor "a gente constrói aos pouquinhos, a cada novo dia, a cada novo amanhecer" -- e eu concordo com isso, nós aprendemos a amar e respeitar uma outra pessoa com a convivência, com os sorrisos e lágrimas, com os pequenos detalhes --, mas às vezes... Às vezes o amor acontece em um segundo, sem nenhuma palavra, sem nada mais do que aquele instante fatal. Eu não costumo falar de amor hoje em dia -- adorava criar histórias de amor quando era mais nova, tinha esperança demais em tantas coisas... e sabedoria de menos para colocar em prática. Mas hoje... hoje vou falar de amor. Vou falar de amor não correspondido e da experiência que ele traz -- e, claro, também da dor que isso traz, do aperto na garganta que não te deixa rir de verdade, da vontade de mandar uma mensagem mesmo sabendo que não será respondida. Por que? Não sei. Mas bateu aquela vontade de só escrever alguma coisa.

Vou contar uma história para você -- uma que inventei, mas que também tem aquele fundo de verdade (porque depois de tantos anos...).
Era uma vez uma mulher bem jovem, que adorava ir em festas, dançar e se divertir com as amigas. Com o passar dos anos na universidade, suas amigas começaram a namorar e a parar de ir em festas, mas ela não -- até chegar ao último ano do curso. No último ano, nossa personagem não tinha mais companhia para ir em festas -- nem um namorado (para o desespero de sua mãe). E isso a estava matando por dentro. Então, para resolver o problema, ela acabou fazendo amizade com pessoas diferentes e encontrou novas companhias para dançar -- ela não gostou muito desse "arranjo novo", para falar a verdade, mas ir em uma festa não mataria ninguém... Nessa "uma festa", nossa jovem conheceu um rapaz muito divertido. Eles conversaram por algum tempo, dançaram, riram e trocaram números. Ela se apaixonou no momento em que ele pegou em sua mão pela primeira vez, para tirá-la do caminho de um garoto bêbado caindo. Ele não. Das várias mensagens que ela enviou depois, ele respondeu duas -- o que a fez perceber que não havia mais interesse da outra parte. E o que fez com que seu coração quebrasse pela primeira vez em um longo tempo.
Veja, o amor pode acontecer em um minuto. Mas nem sempre é correspondido.
No caso da personagem da minha história, a única coisa que não é simples é esquecer. Não esquecemos fácil. Principalmente quando temos WhatsApp, Facebook, Twitter, Instagram e Snapchat sempre abertos e atentos.

Não é fácil curar um coração partido.
Nós ficamos olhando a conversa no WhatsApp, recordando de momentos com as fotos do Instagram... ou repassando na memória os poucos momentos de convivência. Cada caso é um caso, mas o coração pesado e a vontade de chorar sempre aparece.
Eu, pessoalmente, quebrei meu coração algumas vezes, mas a última vez que aconteceu... Foi devastadora. Não sei se me recuperei disso -- até porque não tive muitas chances de parar e rever meus sentimentos --, mas o que me manteve firme foi o amor próprio, arranhado, mas presente. Disem que a parte mais triste é que não pude contar com o apoio de ninguém. No caso da minha personagem, para eu poder entender essa situação: As pessoas mais próximas não entendiam como ela poderia ter me apaixonado tão rápido e de forma tão forte, seu melhor amigo estava muito longe e nosso contato era escasso, as supostas amigas que tinha por perto queriam lhe ver pelas costas... e no final do dia, ela não conseguia mais chorar.
Então, pensando em todas as vezes que me apaixonei, acho que é por isso que estou escrevendo isso hoje. Para dizer: Chega um momento em que é hora de virar uma página. Deixar o tempo terminar de fechar as feridas.

Quando não somos correspondidos tentamos entender porque a outra pessoa também não gosta da gente. Encontramos milhões de defeitos e desculpas -- em nós e nos outros. Refazemos conversas milhares de vezes na nossa mente procurando erros e sinais. Escrevemos e apagamos centenas de mensagens que nunca serão enviadas.
É um sentimento que sufoca.
Não sabemos como agir ao redor dos amigos -- que estão felizes e querem te fazer/deixar feliz também, mas não sabem como e acabam nos deixando desconfortáveis. Não sabemos como controlar as emoções que, do nada, começam a entrar em ebulição. Não sabemos como passar por mais um dia.
É muito como um daqueles dramas adolescentes que tanto reclamamos.
A única diferença é que é em primeira mão.
Algumas vezes não conseguimos respirar. Algumas vezes não conseguimos prestar atenção em nada.

Mas depois de chorar, fazer perguntas que podem ou não ser respondidas e passar por um momento introspectivo... O sol volta a brilhar e seguimos em frente.

E... eu fiz um textão. Não consigo realmente pedir desculpas por isso, mas se você chegou até aqui: Obrigada! :)

Até breve! 

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