Doki Livros | 172 Horas na Lua, Johan Harstad

sexta-feira, outubro 09, 2015

Sabe aquele livro que você pega, lê a sinopse, olha bem de perto para a capa... e não espera nada da história? Aquele livro que você pega e fica como uma folha em branco sobre o que esperar dele? Pois é, me senti assim com 172 Horas na Lua - e deixa eu te falar uma coisa: QUE. LIVRO. INCRÍVEL.

o livro de pertinho
O livro de Johan Harstad é assustadoramente assustador. Sério. Quando você começa a ler acha que essa será apenas mais uma história criada por um homem que gosta da Lua. Mas não. Não. NÃO. 172 Horas vai te deixar de cabelo em pé, desesperado e abismado em um nível que eu não poderia prever.

São mais de 300 páginas escritas maravilhosamente por esse norueguês que claramente possui uma mente mais do que genial - cuja escrita é capaz de te aterrorizar completamente. E antes que você pensa que estou exagerando [ou usando "terror" demais] nessa resenha, vou te lembrar o plot dessa narrativa.

A história começa com três adolescentes que, por diversas razões - Mia, uma moça norueguesa, vê nessa viagem a chance de promover sua banda; Midori, uma jovem japonesa, quer fugir de sua vida controlada; e Antoine, um adolescente francês, quer ficar o mais longe possível de sua ex-namorada [o menino quer ir para a Lua para curar o coração quebrado, o quão drama-queen adolescente esse rapaz pode ser? hehe] - se inscreveram num concurso da NASA para ir até a Lua - e, é claro, ganharam essa "loteria".

Enfim, eles vão para a Lua e descobrem que não estão sozinhos por lá. E é aqui que o terror começa porque, veja bem, eles estão há sei lá quantos quilômetros de distância da Terra, o único lugar onde alguém poderia ajudá-los.

Fazia algum tempo desde que me empolguei tanto com uma história assim - que me fez ficar pensando sobre quaisquer chances dos personagens conseguirem fugir e ficar tão focada nela que até procurei posts de fangirls no tumblr.

Os segredos sobre o que há a Lua são fáceis de descobrir, mas é a forma com que Harstad nos conta é que faz a diferença e conquista o leitor. É tão assustador que chega a ser lindo. O estilo de escrita do autor é escuro e misterioso, em terceira pessoa onisciente, com vários pontos de vista que vão se encaixando no decorrer da trama. Não é um livro muito descritivo e seu tipo de narrativa é mais silenciosa, como um sussurro escrito. Volto a dizer: é tão assustador que chega a ser bonito.

Seus personagens são uma parte muito importante na construção de tudo, primeiro, às vezes parece que falta algum desenvolvimento neles, mas outras vezes... cada personagem se mostra tão cuidadosamente construído que chegava a ser inacreditável. Suas reações, suas tendências e suas vozes foram tão verdadeiras e genuínas ou totalmente ridículas. Sendo sincera: eu adorei cada um desses adolescentes de forma gradual.

E o final... O FINAL! É  apenas... I-N-C-R-Í-V-E-L. Me sinto tão... tão... argh! Mal consigo me conter. Eu não vou contar o final, é claro, mas você precisa saber que é muito bem feito e totalmente inesperado e.. e.. e.. uau. Só vou dizer mais uma coisa (fora que você precisa ler, é claro): é um final que te deixa tanto angustiado como assustado (hehe).

Dados do livro:
Título: 172 Horas na Lua
Autor: Johan Harstad
Editora: Novo Conceite

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