Doki Livros | Doce Ardor, Patty Kirsche

quinta-feira, junho 18, 2015

Há alguns anos ganhei num sorteio o livreto de um romance da Patty Kirsche e depois que o devorei fiquei super empolgada/curiosa para saber o que mais a história traria. Eis que, no começo desse ano, a Patty me procurou e me contou que eu poderia ler o volume inteiro de seu Doce Ardor - e caramba, como estou feliz por isso!

o livro bem de pertinho
Doce Ardor é o primeiro volume da série Pimenta & Cereja - eu gosto muito desse nome principalemtne porque brinca com a ideia de antagonismo existente entre o sabor dos dois e com a semelhança (aproximação) nos tons de suas cores - e nos apresenta Blutig Pfeffer, uma mulher forte e disposta a fazer tudo o que for preciso (tanto para fazer seu trabalho, quanto para sobreviver e descobrir sobre o seu passado).

Dividido em quatro partes - cada uma focando em uma parte da aventura, que começa em São Paulo e segue outros caminhos conforme tudo se desenvolve -, a narrativa percorre e acompanha Pfeffer em sua jornada de descoberta sobre o seu passado enquanto uma amante vingativa (que está ligada ao chefe de tráfico do começo da história) quer lhe ver morta e um sexy vampiro quer lhe ajudar - parece promissor, não?

Um dos principais pontos que mais me agradaram na narrativa de Kirsche é a união entre o universo "normal" e o fantástico - ando com a tendência a escolher histórias que misturem os dois porque isso parece deixar tudo mais divertido. O fato de Blutig conviver com vampiros e ser uma agente que trabalha no combate ao crime (incluindo tráfico de armas, drogas e prostituição de meninas) em São Paulo já faria da história bastante promissora. E então temos as cenas de ação.

Vou dedicar um parágrafo separado para elas.

Normalmente eu não gosto de cenas muito descritivas (principalmente porque já passei muito tempo estudando a fase realista da literatura brasileira e portuguesa e, é claro, muito tempo com Madame Bovary), mas nesse caso... Nesse caso eu realmente achei produtivo. Pois bem, vamos às cenas de ação. Muito bem contextualizadas e descritas, essas cenas dão o tom cinematográfico ao livro e fazem com que a narrativa, cercada de dúvidas, fique ágil e ainda mais atrativa. E o mais legal é que elas combinam com a personalidade da personagem principal.

Como não poderia deixar de ser, aqui temos também um triângulo amoroso envolvendo Pfeffer, seu chefe Ricardo e o sexy vampiro Hades (aquele lá que queria ajudá-la a desocbrir sobre o seu passado e tudo o mais e que passa a ser uma espécie de sombra em seu encalço). Eu sinceramente achei o Ricardo muito irritante, mesmo depois de estar mais acostumada ao seu jeito misterioso. Já com Hades a coisa é completamente diferente - gosto muito do personagem (mesmo que no começo ele me passasse a ideia de ser carente).

Doce Ardor requere uma leitura cuidadosa pois logo de cara já passa várias informações (que podem te deixar confusa), de forma quase sequencial e rápida, que serão muito importantes - e também serão explicadas - ao longo do desenrolar da narrativa.

Ah! Quase me esqueço de comentar sobre a capa! Gosto muito da imagem que a autora escolheu para ser a capa do livro, ela passa uma aura toda misteriosa que combina bastante com a trama - a única coisa que me dá comichões é a citação do Klisman bem no meio e em itálico (muita informação para uma pobre revisora que adora uma padronização), mas isso eu consegui relevar (hehe). 

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