Doki Livros | A Mais Pura Verdade, Dan Gemeinhart

quinta-feira, maio 07, 2015

essa foto ficou estranha...
Há algumas semanas eu fiz um post comentando sobre a prova que recebi da Novo Conceito de A Mais Pura Verdade - e se você se lembra, eu estava super ansiosa para saber/ler o desenrolar da história de um garotinho fugindo de casa com o seu cachorro para escalar um monte [e não um monte qualquer, não, mas o Monte Rainier]. Pois bem, recebi o livro em março e finalmente consegui parar para escrever a resenha dele (eu deveria estar estudando nesse momento, mas o que é a vida sem um pouco de rebeldia, não?).

Se você não se lembra, a narrativa de Dan Gemeinhart acompanha Mark, um garoto que sofre com a volta do câncer - que ele mal tinha acaba de tratar [e seu cabelo começava a voltar a crescer] - que um dia decide fugir de casa com seu cachorro Beau, uma máquina fotográfica e um plano. Que plano é esse? Chegar ao topo do Monte Rainier. Para isso ele passará muitas horas em ônibus, trens e ruas, passando frio, sentindo dor - e também, encontrando pessoas boas.

Existe uma singularidade muito visível na escrita de Gemeinhart. Sua história é contada em primeira pessoa quando acompanha Mark e em terceira quando mostra o que está acontecendo com as pessoas que ele ama (sua família, sua melhor amiga Jess), formando um paralelo entre os "dois lugares" que ajuda a preencher algumas lacunas para o leitor - é através de uma passagem com Jess e sua mãe conversando sobre a volta do câncer em Mark que podemos entender uma das motivações do menino para sair de casa e tentar realizar seu sonho.

Tive a sensação de que o autor escreveu uma história pura e conseguiu tocar meu coração com personagens pontuais profundos mesmo sendo tão jovens e não nos "contando" tudo nas páginas. Ri, chorei e me encantei por um menino novinho e seu cachorro, sempre fiel, sempre leal.

Me disseram que me emocionei porque, como acontece com todas as histórias de sick-lit, a possibilidade (e muitas vezes, inevitabilidade) da morte de um personagem me deixa frágil. Eu discordo. Eu sei que me emocionei quando li tudo o que um garotinho teve que passar em sua jornada, me emocionei todas as vezes que desejei poder entrar nas páginas e abraçar aquele menino ou sua melhor amiga. Me emocionei porque a história valia a pena.

Voltando ao que escrevi nesse post:
(...) percebi que a amizade é uma das forças que movem o menino - sua amizade com o cachorro Beau, sua amizade com Jess, que mesmo a distância o dá forças para continuar - e me pergunto se é realmente a morte que ele escolheu ao sair de casa. Para mim, parece mais que Mark escolheu viver, viver uma sequência de dias incríveis (não apenas no sentido bom), e que, no final, lhe faça sentir que faz/fez mais na vida do apenas existir, mas viver.
É a amizade que manter "o sangue correndo", os pensamentos fluindo e a esperança acesa. Ainda acho que Mark escolheu viver - e que seus pais, mesmo preocupados, tiveram grande papel em tudo o que ele decidiu fazer. Até mesmo a descoberta que fazemos nas últimas páginas combina perfeitamente com o tom da história - e proporciona a última lágrima para cair em suas páginas.

Eu não poderia ter encontrado um livro melhor para me mostrar, nesse momento, que a amizade é uma força descomunal - e que "viver é perigoso".

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