Doki Livros | A Garota que tinha Medo, Breno Melo

terça-feira, fevereiro 17, 2015

o livro bem de pertinho
Eu fico muito feliz quando autores nacionais entram em contato comigo para falar sobre suas obras - e mais feliz ainda quando tenho oportunidade de ler um de seus livros. E, felizmente, este foi o caso de A Garota que tinha Medo e seu autor, Breno Melo. A oportunidade de conhecer novos escritores e novas formas de narrar sempre são incríveis.

Na trama de Melo, conhecemos Marina, uma moça comum que cursa jornalismo, namora um garoto de seu condomínio, adora ler, escrever em seu blog e tirar fotografias (me descobri tão parecida com ela que cheguei até a me assustar - blogueiras na literatura é cada vez mais comum, isso não é incrível?), mas apesar da aparência banal, ela tem um problema. Marina sofre de síndrome do pânico e nos vemos mergulhando em suas memórias através de sua voz nos contando como foi o processo de descoberta, sintomas e tratamento - e finalmente, a cura.

Acompanhamos Marina em seu tratamento, sua quebra de medos - porque ela não sofre "apenas" de síndrome do pânico, mas de outras fobias que a impedem de entrar nos mais diversos lugares (por já ter, em algum momento do passado, sofrido uma de suas crises). É um processo delicado que precisa ser levado com calma, um degrau de cada vez - é o que costumam dizer, não?

A abordagem de um tema tão específico e delicado como esse é realmente interessante, de uma forma ou de outra estamos acostumados a encontrar as mais diversas situações no sick-lit (mais comumente americano) e encontrar uma personagem paraguaia é, de certa forma, refrescante. O autor nos transforma em amigos da personagem, enquanto ela conta sua experiência e tenta explicar como funciona essa doença - que, se pararmos para pensar, se parece muito com o suicídio: uma doença silenciosa, que muitos conhecem de nome, mas que realmente não entendem e não dão a devida atenção.

O autor trabalha bem suas palavras, aborda de forma interessante essa realidade tão presente e ao mesmo tempo tão esquecida para a sociedade. Eu sempre achei que a literatura (romanesca, infantil, acadêmica, etc.) tem esse papel de nos mostrar mais sobre quem somos, sobre o que acontece ao nosso redor, sobre como lidar com mudanças e, sobretudo, sobre a realidade.

Para terminar essa resenha, eu preciso te dizer para dar uma chance a essa história, se deixar se aproximar de Marina, ser sua amiga e acompanhar seu amadurecimento (porque, afinal, tudo o que vivemos acaba por ser uma espécie de amadurecimento).

Até breve! 

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2 comentários

  1. Olá
    Poxa, que bom que curtiu a história.
    Apesar da capa não me atrai, o enredo me atrai totalmente, adoro ler esse tipo de história, fico muito curiosa sobre e espero ler essa em breve e gostar batsante
    Parabéns pela parceria.

    Beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/2015/02/resenha-amor-e-outros-contos-luiz-vilela.html

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim, a capa é meio triste, mas a história com certeza vale a pena! :)

      Excluir

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