Doki Livros | As Violetas de Março, Sarah Jio

segunda-feira, maio 27, 2013

As Violetas de Março
Autora: Sarah Jio
Editora: Novo Conceito
Páginas: 304
Classificação: 4/5 Luas

capa

Sinopse:
Emily Taylor é uma mulher jovem e escritora de sucesso, mas não gosta muito de seu próprio livro. Também tem um casamento que parece ideal, no entanto ele acabará em divórcio.Sentindo que sua vida perdeu o propósito, Emily decide fazer as malas e passar um tempo em Bainbridge — a ilha onde morou quando menina — para tentar se reorganizar.

Enquanto busca esquecer o ex-marido e, ao mesmo tempo, arrumar material para um novo — e mais verdadeiro — livro, um antigo colega de escola e o namorado proibido da adolescência tornam-se seus companheiros frequentes. Entretanto, o melhor parceiro de Emily será um diário da década de 1940, encontrado no fundo de uma gaveta.

Com o diário em mãos, Emily sentirá o estranhamento e a comoção causados pela leitura de uma biografia misteriosa que envolve antigos habitantes da ilha e que tem muito a ver com sua própria história.
Assim como as violetas que desabrocham fora de estação para mostrar que tudo é possível, a vida de Emily Taylor poderá tomar um rumo improvável e cheio de possibilidades.

Sinceramente, não fui muito ansiosa para começar a leitura de As Violetas de Março. Essa não era a primeira história sobre uma escritora não tão feliz que encontro pelas estantes da vida, mas como todo livro é uma caixinha de surpresas, Emily me surpreendeu. A surpresa começou pela simplicidade e delicadeza da capa e continuou fluindo através das palavras de Sarah Jio e dos detalhes cativantes em cada final de página. De uma coisa eu sabia: se a história não valesse a pena, a diagramação já valeria.
Estava em uma semana bastante corrida quando comecei a leitura e em todos os momentos que tinha chance, puxava o livro da bolsa para mergulhar mais um pouco nos segredos da família de Emily. A narrativa de Jio é dotada de uma clareza e fluidez que me embalaram através das descobertas da protagonista - e dos balanços que os onibus fazem enquanto não param na minha universidade. Em vários momentos me peguei pensando se a história de Esther está acontecendo novamente, dessa vez com Emily, em vários momentos me peguei pensando que Bee não era tão boa quanto aparentava, em vários momentos quis parar a leitura por medo de descobrir. Mas continuei, firme e forte.
Eu queria ler mais. Queria saber o que havia acontecido, desde o princípio, entre Esther e Elliot, que os levara àquela situação.
Sempre em primeira pessoa, acompanhamos a leitura do diário de Esther - e sua história de amor com elliot, que culminou num trágico fim. Confesso que li todas as partes do esther antes de recomeçar a leitura - dessa vez direito, com todos os detalhes da história que se desnvolvia agora em Bainbridge entre Emily e Jack - e Greg. Apesar de ser um personagem secundário, Greg me lembrou de alguns garotos que conheci ao longo dos anos - o garoto que tinha tudo para ser mais e que acaba praticamente no mesmo lugar, pelas mais diversas razões. Ele poderia ser um bom par para a escritora, mas todos nós sabemos que precisamos mais do que lembranças para que um romance dê certo.
Outros personagens também prenderam a minha atenção, principalmente Anabelle, a melhor amiga que analisa homens e as possibilidades de relacionamentos com eles através de seus nomes, não aparece muitas vezes na trama, mas detém um papel importante - primeiro para Emily ir para Bainbridge e depois com conselhos e um bom ombro amigo. Bee, Henry, Evelyn e Joel também são importantes, mas creio que nenhum deles ganhou o meu carinho como Esther.

*SPOILER* ~ Pule essa parte se não quiser ler o spoiler ~ *SPOILER*
A verdadeira avó de Emily era tão vibrante e ao mesmo tempo, tão fechada em suas próprias convicções, que mesmo parecendo impossível, ela foi com certeza, minha personagem preferida.
*SPOILER* ~ Pronto! O spoiler acabou! ~*SPOILER*

Agora, vamos falar de Jack. O descendente de Henry parecia uma cópia do mesmo. Não digo isso pela aparênncia, mas pelas ações - mesmo sem querer, ele fez com que Emily ficasse confusa exatamente como Henry fez com Esther. Sinceramente, não foi meu personagem preferido, mas ele fazia Emi feliz, e era isso o que importava.
No fim, As Violetas de Março contou não apenas uma história de amor, mas várias. Contou sobre amar, sobre a perda do amor, sobre o quão longe ele pode ir, o quanto ele pode durar. Fala sobre esperança e de uma certa maneira, sobre destino. Jack estava destinado à Emily, do mesmo modo que Esther estava À Henry. Às vezes o destino brinca com suas marionetes, separando almas gêmeas, outras, ele as junta.

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5 comentários

  1. Oi Vicky, tive que me conter ali no meio sabe, onde tinha spoiler, HAUAHAU meus olhos quase me traíram, mas fui firme, porque tenho muita vontade em ler, algumas amigas leram e adoraram, então tô bem animada.

    Tô participando do amigo secreto de blogueiros e estou seguindo os blogs participantes tá +_+
    Beijão
    Michelle Boyd
    Little Things

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  2. Olá!
    Eu ainda não li o livro. O que me chamou a atenção nele também foi a capa, e de primeira já imaginei que seria duas histórias em uma e já me empolguei bastante para conhece-la e pelo que você descreveu parece ser encantadora e envolvente!
    Espero poder lê-lo em breve!
    Beijos!

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  3. Nota-se que é um livro bem delicado, uma história que navega em todos as facetas do amor... Gostaria de lê-lo.

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  4. Quero ver essa diagramação que vale tanto a pena a leitura mesmo de livro não tão bom. Adoro quando diários são utilizados na narrativa, quer coisa mais pessoal que isto? Acho linda a capa do livro.

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  5. Quero muito ler esse livro. Já o tenho marcado nos meus desejados. Gosto muito da capa, que aliás foi que me chamou a atenção primeiramente. só depois é que fui ler a sinopse, resenhas e comentários diversos. Gostei muito e pretendo ler.

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