O Silêncio me Sufoca

sexta-feira, julho 06, 2012

Não costumo escrever nada muito pessoal aqui - às vezes conto o que acontece na faculdade, das festas, das coisas boas e das alegrias, mas isso é o que todos deveriam fazer, na minha opinião. Mas dessa vez,  só dessa vez, sinto que se continuar guardando isso, irei passar mais do que mal.

Mudei de cidade há cinco meses - ou mais - para vir estudar na Federal, você provavelmente viu como fiquei feliz em passar no vestibular e todo o resto, incluindo trotes e calourada. O problema é que quando se é nova em um lugar, todos - TODOS - querem tirar proveito de você. Meu vizinho que o diga. Minha nova casa fica quase em frente a um bar - e eu não sabia disso até me mudar. O dono do bar é um idoso bêbado que pensa ser melhor do que todo e qualquer ser humano na face da Terra, passa o dia inteiro na frente do bar, bebendo, gritando com quem está com ele, mexendo com quem passa na rua, xingando carros, chamando os vizinhos, insultando quem não tem nada a ver com a história. E agora, aparentemente, ele colou a mim e a minha mãe nessa lista. Não conheço essas pessoas - e NÃO quero conhecer.
Ontem ele e outros homens passaram o dia inteiro gritando, jogando bombas e incomodando todo mundo  do quarteirão - nada que já não estivesse virando uma detestável rotina. O dia inteiro a mesma coisa, até que saímos para atender o correio e... - olha que bonito - ele jogou uma bomba na nossa porta. Nós poderíamos estar surdas agora. Ainda bem que a sorte estava do meu lado. A filha dele é outra. Me pergunto como ela trabalha se passa grande parte do tempo aqui. Não sei o que é pior: ouvir os gritos do pai ou da filha. Isso é ridículo. Não irei criar raízes aqui, não irei passar mais do que o tempo necessário para me formar - mas como posso estudar se não tenho condições de ouvir meu próprio pensamento?
A vida não é fácil. Nem justa. E é triste. (Peguei uma DP, não consigo escrever, não consigo pensar, não consigo deixar que meus personagens criem vida, não consigo estudar o tanto que preciso e fazer mais do que entender Saussure e Maingueneau).
A questão é que ele fez isso hoje de novo, dessa vez jogou a bomba praticamente na parede de casa - e ainda fingiu não saber quem foi. E gritou, xingou, mentiu, chamou a filha, que gritou, caluniou, chegou perto demais, e passou dos limites.
Normalmente eu fico quieta. Guardar silêncio é uma tarefa que sei fazer bem. Mas dessa vez, não. Não ficarei me sufocando enquanto todos pensam que podem fazer qualquer coisa comigo. Falou alguma coisa? Ótimo, agora aguente as consequências porque não irei deixar ninguém passar por cima de mim. Não dessa vez. Dessa vez não existirá silêncio. Não.

*Desculpem o desabafo, próximo post voltaremos à programação normal.

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2 comentários

  1. Puxa amiga sua situação é bem dificil, sinto por vc...não sei se aguentaria ficar num lugar assim...Deus te livre...olha não sei como são as condições que vc vive, mas com certeza a minha decisão seria mudar de lugar...vc já pensou ficar num lugar assim até comcluir seu curso...Te desejo toda sorte do mundo e fica com Deus ...bjs

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  2. Ixi vicky, imagino que deve tá sendo muito ruim aguentar esses vizinhos, e que claro todo mundo perde a paciência. vc deve sim, n deixar as pessoas abusarem de vc, porém tb n deve se deixar influenciar por essa energia negativa.
    estou emanando energias mais q positivas p vc e desejo q as coisas melhorem.
    xero, xero e abraços apertados! ^^

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