Burn Your Tongue (Part XIV)

terça-feira, fevereiro 21, 2012

Como promessa é divida e eu gosto de pagar as minhas dívidas... Mais um pouco de BYT para você nesse dia chuvoso de carnaval (é, aqui está chovendo o/). Vou tentar fazer a página de Se deixe levar pelo vento, mas não prometo nada :D Boa semana para você e nos vemos no próximo post - provavelmente sexta ou sábado. E o texto insiste em não ficar justificado lá em baixo... :)
Thomaz pensando na vida em algum lugar ;P





Nossa Elizabeth running... 
Thomaz
Não foi uma grande surpresa o terrível humor de Elizabeth durante todo o dia, ela estava com o pescoço todo dolorido pela soneca na janela. Mas não passei o dia sem uma surpresa de verdade, antes de ir para casa Elizabeth me disse que depois de levá-la para o colégio na manhã seguinte eu estaria de folga pelos próximos três dias. Era muito estranho e quando a vi conversando aos sussurros com Luca, imaginei que algo estava errado. Mais tarde, quando liguei para ter alguma resposta decente, Luca não pode me contar muita coisa, apenas que um grande negócio com um chinês estava para ser fechado e que Lizzy se sentia exausta, por isso ficaria ausente por alguns dias.
Essa explicação me agradaria, se não conhecesse Elizabeth.
Ela estava escondendo alguma coisa e eu descobriria.
Alazar ainda estava cuidando de sua parte no trabalho, por isso encontrei a casa silenciosa. Aproveitei para me dedicar um pouco ao que já deveria ter terminado: meu trabalho. Precisaria utilizar pelo menos um dos dias de folga para resolver aquilo, não era tão fácil quanto o que imaginei, mas daria um jeito. A prioridade no momento era descobrir o que Elizabeth iria fazer. E com quem, pois eu apostaria alto ao dizer que nem Caleb tinha conhecimento de seus planos.
Na manhã seguinte não entrei na aula quando a deixei em frente a sua sala. Ela tampouco entrou. Saiu correndo sorrateira entre os corredores do colégio, aproveitando a movimentação dos estudantes mais novos se encaminhando para suas salas, quase a perdi de vista no meio da pequena multidão de adolescentes. Agora eu entendia a razão da sala do pré-vestibular ficar longe de todas as outras. Era praticamente impossível pensar ali.
Sai andando do colégio, então não deveria ir longe, ela detestava andar. Fiquei há um quarteirão de distância e meio escondido do outro lado da rua, assim ela não poderia me enxergar se olhasse para trás. Andava a passos rápidos e não olhava duas vezes para a mesma coisa, parecia conhecer bem o caminho. Parou em uma loja de doces e entrou, atravessei a rua e olhei para dentro pelo vidro da loja, Lizzy estava comprando muitas embalagens e colocando tudo em uma sacola de papel esverdeada. Voltei a me esconder quando percebi que ela se encaminhava para a saída.
Alguns quarteirões a frente, ela virou e a perdi de vista por alguns minutos. Quando estava virando no mesmo lugar, ouvi vozes baixas e me detive, uma delas era de Elizabeth, a outra parecia cansada e era de homem.
-Estou feliz por ter vindo, irmã.
-Precisava falar com você. –Ouvi um suspiro. –A transação está acabando. Terei que ocupar o lugar de nosso avô em breve.
-E se casar com Caleb.
-E me casar com Caleb. –virei meu rosto de encontro a parede e tentei ver onde estavam. Era um beco com pouca iluminação, Elizabeth estava de costas para mim e o outro homem se parecia bastante com ela, a mesma cor dos cabelos, os mesmos olhos, mas mais alto e aparentemente forte. Como todos os outros do clã. –Mas não quero me casar. Não com ele e nem agora. Com o casamento de Aleph chegando tudo vem à tona e me sinto presa no meio das vontades de todos menos das minhas.
-Saia. É simples, faça como eu. Saia disso tudo. Viva a sua própria vida.
 -Eu não posso deixar nossos pais, não depois da decepção que eles sofreram com a sua partida. Ainda não se recuperaram completamente do choque de não poderem mais contar com você. Não posso fazer isso. Nunca poderei. Não posso ser responsável por mais isso. Eu deveria ter saído e não você, eles nunca sentiriam a minha falta como sentem a sua.
-É exatamente por isso que sai. Você nunca poderia fazer o que faço, minha irmã. Ninguém nunca esperaria que você saísse e desse as costas ao clã. Eu nunca gostei do nosso negócio, sempre quis ser livre para fazer minhas próprias escolhas. Foi apropriado. E estamos tendo bons resultados com isso. Estar infiltrado na agência é uma coisa grande e nunca imaginei que nosso avô me deixaria fazer algo assim.
-Ele confia em você, sempre confiou apesar de você não acreditar nisso.
-Agora eu sei. E sei também de sua discrição. Apenas você e ele sabem a verdade. Fiquei espantado ao esbarrar com Aleph e ele estar sentido pela minha deserção. Pensei que todos do clã soubessem... Nem nossos pais...
-Eles precisavam acreditar, foi o único jeito que encontramos. Quando fizemos a encenação e você partiu, para eles tudo foi real. Sua dor é tão grande quanto a minha. Era meu dever me sacrificar, nunca irei concordar com isso.
 -Sou o renegado da família por obrigação. Não adianta tentar ignorar isso. Nunca agi pelo clã nem por nossa família, já estava a hora de encontrar juízo. Serei um bom conselheiro, para você. E o marido que escolher.
-Eu deveria estar no seu lugar, ainda assim. – mais um suspiro. –De qualquer forma, não será o marido que eu escolher. E creio que se pudesse escolher, ninguém ficaria feliz, nem mesmo ele. Então é melhor deixar na mão de nosso avô, infelizmente ele sabe o que faz.
-Nosso avô tem a alma de uma velha casamenteira. Depois que casou todos os filhos e sobrinhos, agora brinca de formar casais com os netos. Veja Scarlet e Aleph, quando poderíamos imaginar que esses dois casariam? Nasceram brigando, nem ficavam perto um do outro quando crianças. É incrível.
-Nosso avô diz ter sentido uma conexão entre os dois. E todos sabemos que existe mais do que ódio ali. Eles nunca se resolveram de verdade.
-Bem, a hora de se acertarem chegou. E espero que façam a coisa certa dessa vez.
-Ainda tenho minhas dúvidas, mas Scarlet parecia feliz no Natal, então...
-Mas vamos mudar de assunto, ficamos tempo demais sem contato. Como é seu novato? E o que tem nessa sacola aí, minha irmãzinha caçula.
-Doces. Para melhorar o seu dia. Estou matando aula, sabia? Não irei para a faculdade desse jeito... como se me importasse com isso. Mas Thomaz... bom você o conhece.
-Thomaz? Aquele seu amigo por quem você estava apaixonada?
-Não estou mais apaixonada. Não é permitido em nossa família, você sabe. Mas é ele mesmo. È um bom novato, faz tudo o que peço, às vezes reclama, mas ainda parece ser um amigo. Scarlet e eu seremos más com ele e Dana nos preparativos do casamento... Dei folga para ele pelos próximos dias, assim estará pronto para aguentar nossas vontades.
-Tenho pena desses garotos... Tão novos e já caíram nas mãos de garotas como você e Rubra. Me diga, Scarlet ainda gosta de vermelho?
-Sim, ainda. E guarda com carinho o seu presente, não se preocupe.
-Sabe, se nada disso tivesse acontecido e ainda estivesse com o clã, bom ainda estou com o clã, mas você sabe onde quero chegar. A questão é, eu seria o noivo dela e não Aleph.
-Talvez o casamento durasse mais se você fosse o noivo.
-Ou talvez nem tivesse casamento com Aleph irrompendo pelos portões para nos impedir. –ouvi uma gargalhada e algumas tosses depois.
-Não acho que ele faria isso. Você está bem? Digo... ela irá se casar e você...
-Estou bem. Não se preocupe, Liz. Não choramos pelas coisas que não estavam escritas em nosso destino. Quando voltar... Se voltar... Nosso avô escolherá alguém para mim. Ou então eu escolherei e a levarei para sua aprovação.
-Eu aprovaria sem restrições a mulher que te fizesse feliz.
-Sei disso, irmã. Sei disso. –espiei mais uma vez, os dois estavam abraçados, ele com a cabeça enterrada nos cabelos de Lizzy, sentados no chão. Eu sabia que ela tinha um irmão, nos vimos algumas vezes nos últimos anos, mas não imaginei que o seu sumiço estivesse ligado a tanta coisa...
-Preciso ir.
-Eu sei. Venha me ver antes de assumir o seu lugar.
-Queria que você estivesse lá para me dar força.
-Veremos. Veremos... As coisas estão indo bem aqui, sabe? As notícias são cada vez melhores para nossos interesses, não sei se devo abandonar tudo agora.
-Eu sei, nosso avô anda bem feliz com isso. Mas posso sonhar, não posso?
-É claro, Liz. Sonhar é tudo o que podemos.

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4 comentários

  1. Que babado eh esse dela ter irmao? :o
    A historia ta ficando cada vez mais interessante Vicky :D

    E eu quero ser madrinha! :D yayy!
    Mas so se ela casar com o Thomaz :D x)

    E o SPN? ta dando pra puxar msm com o povo bloqueando tudo? :/
    Vc sabe que no canal da CW eles colocam os videos dos episodios 1 semana dps? so q sem legenda, mas acho que vc eh craque no ingles ;)
    Nao sei se ae eh do msm jeito, mas qq coisa, olha por la dps.

    *Aguardando o proximo capitulo*

    E Vicky, sem querer ser chata ja sendo, seus posts estao sem data :~
    Dae as vezes, a loira aqui se perde! e acabo nao comentando pensando que ja tinha comentado no dia -__-

    Enfim, tenta por a data dps! ;D
    Vc viu q tem sorteio no blog? se quiser, corre la que ainda da tempo ;)

    Beijos!

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  2. Vicky escritora, essa parte eu não conhecia, mas confesso que gostei muito.
    parabéns vicky
    beijos
    Amy - Macchiato

    ResponderExcluir
  3. Vicky :)
    Belo texto *-*
    Esperando a próxima parte >.<

    Talvez eu vá fazer um outro blog com meus amigos...será mais pra contar nossas história engraçadas e idiotas ao mesmo tempo kkkkk

    Beijos

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  4. Eu li o capitulo com aquela cara de bunda, mas prestando atenção como eu soubesse a história toda desde o inicio, sabe? Aquela falsa esperança de esta entendendo alguma coisa, mas desisti quando chega no quarto nome e não sabe quem é? Pois é. ):

    VOLTEI SIM, VICKY *-* E ISSO É MUITO FELIZ PRA MIM, FATO! KKKKKKKKKKKK SENTI SAUDADES DAQUI *-*

    Beijos,
    Monique <3

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