Entrevista com Bruno Resende

sexta-feira, outubro 14, 2011


O A Lua traz hoje uma entrevista com o idealizador e criador do projeto de inclusão literária, Nova Coletânea, Bruno Resende Ramos, confira (:
Para ficar pro dentro do que acontece diariamente no projeto, acesse o blog :)
1.Nova Coletânea tem o objetivo de incentivar a leitura e a inclusão literária. Quantos parceiros você conseguiu para apoiar sua iniciativa?
Na verdade, muitos entendendo que os autores, leitores e escolas que aceitaram colocar esse projeto nas suas vidas contribuíram para o seu surgimento e continuidade.
2.E quais são os seus parceiros atuais?


Continue Lendo (:


O parceiro principal do projeto é aquele que nos ajudou a idealizá-lo e realizá-lo; seu nome: Edir Barbosa. Junto a ele, revisores, diagramadores e pessoas sensíveis a nossa vocação literária.

Temos ainda os que concretizaram com êxito esse trabalho, ilustram, e preparam o elemento mágico do nosso encontro e historia. Em alguns projetos, a Suprema Gráfica e Editora oportunizou a impressão dos livros a um custo módico sem abrir mão de toda a sua eficiência profissional.
Enfim, o Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL).


3.Porque você decidiu se preocupar, arregaçar as mangas criar oportunidades para a inclusão de novos escritores?
Os motivos são muitos:
  1. A necessidade de incentivar a leitura diante de índices desalentadores revelados em pesquisas de organizações internacionais.
  2. O amor a literatura, ao livro e o desejo de ser e tornar comigo muitos outros sonhadores em verdadeiros escritores.
Aqui um pouco dos porquês:
  • Em 2002, o incentivo do senhor Aristides Ferreira Filho de Belo Horizonte para escrevermos uma coletânea de diversos autores.
  • Morava no interior de Minas, num daqueles lugares de cultura literária escassa em que mesmo ler um livro era se dar algum luxo na vida.
  • Entre muitos conselheiros, passei desde 2003 a manter meus textos revisados e prontos para o envio a uma editora e preparar uma revista denominada “Revista Contos”.
  • Nesse ano ainda comecei a colher entre amigos da web e familiares textos para uma coletânea, sem ter ainda uma editora para publicar.
  • Em 2006, tive obra aprovada no Concurso Viçosense de Literatura da Editora UFV. Conheci o Editor Edir Barbosa e tive dele a idéia de publicação coletiva com autores em bases de cooperação e incentivo a leitura.
  • Em 2008, nesse vilarejo mineiro, após a Semana Literária coordenada pelas professoras do DLA da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Gracia Regina e Cristiane Rochebois e a equipe pedagógica de uma escola denominada Semear (hoje fechada), o projeto começava a dar seus primeiros passos.
  • Recebi dos autores apoio a continuidade.
  • Reconhecimento institucional: Desde 2007 o projeto tornou-se membro do Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL), no Programa VIVA a LEITURA do Ministério da Cultura.
  • Realização pessoal e social:  Somam-se até o momento 5 coletâneas literárias e outros projetos de inclusão social divulgados amplamente na internet.
  • Enfim, o motivo foi e é sempre um olhar esperançoso para o amanha.
  •  Sobre a escola em que lecionava, neste link vemos um vídeo:
 

4.Você acredita que tem alcançado seus objetivos de fomentar a leitura e o pensamento crítico através do livro?
Na prática, superei as expectativas, pois explorava um ambiente até então desconhecido para mim, que era a internet. Aprendi a estabelecer um ambiente de respeito e confiança. Conquistei mais que amigos parceiros na via da leitura e da produção literária. Atraímos olhares múltiplos e o projeto assegurou em bases sólidas o fornecimento de material de leitura para escolas e projetos que, sem a ajuda do autor, nunca teriam acesso a nossos trabalhos, muitos desses doaram a crianças/jovens sem o mínimo recurso, sem sequer um livro em sua casa.
Acredito que iniciamos um trabalho, uma contrapartida cultural para estabelecer parâmetros de inclusão.
Como incentivar a leitura sem valorizar o autor?
A base de uma boa leitura é um bom texto. Sim, tenho de acreditar que ao doar livros a bibliotecas, projetos educacionais, levando uma nova mensagem.
O maior desafio é estender esse benefício a mais leitores.

5.Você foi procurado por autoridades ligadas ao Ministério da Cultura recebeu o apoio deles? Recebeu reconhecimento pelo seu esforço?
Na verdade, eu os procurei em busca de oportunidade para o autor e nosso projeto e recebi o melhor: um norte. As orientações, os encontros e diversos modelos de projetos da sociedade ensinaram-nos muito sobre o caminho pelo qual devemos trilhar. Sempre demonstraram ter um canal aberto com a sociedade do livro. Mesmo sendo crítico e até certo ponto austero em minhas posições, o Ministério da Cultura quando ainda na gestão do ex-ministro Juca Ferreira oportunizou a participação da sociedade na discussão das políticas públicas para o setor. A atual Ministra de Estado da Cultura, Ana de Hollanda e o presidente da Biblioteca Nacional (BN) Galeno Amorim estão alinhados numa proposta que valorize ainda mais o autor brasileiro. Cito aqui um ousado e histórico plano de internacionalização do nosso acervo, o que considero um marco na valorização de nossa literatura.
 Grupos como o nosso que estavam à margem das políticas públicas para o livro nos últimos mandatos adquiriram visibilidade e reconhecimento. Em questão de recursos ainda não, mas nossa história teve sua edificação nesse período. Cito aqui a nossa página no livro do PNLL, o que muito nos tem orgulhado. Devo, no entanto, lembrar do caráter apolítico e apartidário do nosso trabalho, que caminha com independência, mas como representantes de autores assume posição diante do atual contexto. Estamos exercendo o direito/dever de participar das questões de nossos tempo; não participar das mudanças do pais – sabemos - é omissão.

6.Algum político apoiou o seu trabalho?
Nenhum.

7.Qual a última antologia que você organizou e publicou?
Livre Pensar Literário.

Qual o tema e quem participa?
Tema: universalidade. Autores de diversas regiões do Brasil, de Moçambique, México, Argentina/Espanha e Japão.

8.Há quanto tempo você escreve?
Desde 1983

9.Como é o seu dia a dia?
Nada tão incomum, senão pela consulta duas ou três vezes ao computador e nesse período escrever durante uma media de uma a duas horas seguidas. Nas folgas, estou com a família e, diariamente, gosto de separar durante a noite uma hora para a oração.

10.Qual seu autor favorito?
Muitos. Hoje destaco, no Brasil, Duílio Gomes (conto), Affonso Romano de Sant`Anna, Bertold Brecht e Julio Paixão (poema), Cirene Ferreira Alves e Rubem Braga (crônicas), Carlos Herculano e Guimarães Rosa (Romance).
No exterior, Edgar Allan Poe, Guy de Maupassant.

11.Quais são as suas expectativas para a educação do ensino médio e superior no Brasil?
Enquanto não tivermos um plano de educação que priorize a boa formação e remuneração do professor pouco funcionará. O investimento em um ensino técnico de qualidade e que atenda as demandas dos setores produtivos do país imagino que seja, sem dúvida, o melhor. Sem a perspectiva do emprego, o aluno se vê desestimulado para o aprendizado.
A educação não suporta mais pacotes e desvios de verbas. Os estados devem aplicar os recursos da Educação conforme a lei, sem “manobrismos” e ... ( algo que não ouso citar aqui)

12.Há quanto tempo você é professor?
Desde 1991.

13.Um sonho seu?
Um país e um mundo melhor.

14.Um sonho para o Brasil?
Educação para formar novos cidadãos e novos políticos de verdade.

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