Burn Your Tongue (Part VIII)

domingo, outubro 16, 2011

Mais uma parte de Burn Your Tongue (:
Ah, tenho que avisar uma coisa :D Agora, além de encontrar todos os contos na página do lado esquerdo, no lado direito do blog, você encontra um banner (o que está aqui em baixo) de Burn Your Tongue com link direto para o último capítulo postado o/ Acho que assim fica mais fácil, né? :)
Quem adivinhar quem são esses dois personagens ganha participação num spinn-off de BYT :) 
Mais uma coisa!
Capítulo dedicado às três pessoinhas que mais me apoiam: Novinsky (hey, madre!), Luana (sem pressão né? rs) e Paula (eu sumo, você some... e por aí vai... rs). Sem vocês BYT não estaria aqui, GRACIAS mesmo mesmo (:
Agora, vou parar de falar, já enrolei demais ;p
Ah! Não esqueça: Quem adivinhar quem são os dois personagens do banner ganha participação num spinn-off de BYT :) 

Lizzy, com Jule a tira colo, me mostrou boa parte da fazenda, e quando digo “boa parte” é boa parte, as salas de treinamento prático, as de treinamento psicológico –e me peguei perguntando qual o tipo de treinamento seria esse ganhando apenas um sorriso de lado de Lizzy; as quadras, as piscinas, as pistas de corrida –é, haviam mais três –os cômodos que eu poderia entrar, todo o segundo andar era aberto, por assim dizer, mas o terceiro não. Haviam até guardas para impedir qualquer tentativa dos novatos passarem. Pelo o que ela me contou, haviam apenas mais dois garotos em fase de treinamento que eram acompanhados de perto por seu primo. Ela me surpreendeu com seu tratamento, não parecia mais aquela garota animada que dividia a mesa comigo aos sábados. Parecia uma garota de gelo, com olhos faiscantes. E eu gostei disso. Mais do que queria. Mais do que poderia aceitar.
Já era tarde da noite quando ela me liberou. Cheguei e fui recebido pela Inquisição de Alazar. Eu só queria uma cama para dormir, era pedir demais?
-Pensei que tivessem te matado! Como me deixa tanto tempo assim no escuro? Garoto IRRESPONSÁVEL! Quando eu contar aos seus superiores o que você anda fazendo ao invés de trabalhar no que lhe foi designado! –Alazar gritava a plenos pulmões, se eu não soubesse que nossas paredes são a prova de som estaria preocupado que todo o bairro o ouvisse.
-Relaxe, Alazar. Relaxe. Não acho que seu coração agüente tanta emoção assim. Você já não é um garotinho meu amigo... –Tentei fazer uma brincadeira, mas sua cara de poucos amigos mostrou que não funcionou. –Tudo bem, tudo bem. Passei o dia fazendo o teste para entrar no clã de Elisabeth. E adivinha só? Eu passei. Pode me chamar de novato. –Gargalhei.
-Você é doido, menino. Sabia disso? –bufou. –Não pode sair por aí fazendo essas coisas. Principalmente quando deveria estar correndo atrás do que é pago para fazer, você não deveria ficar correndo atrás de uma garota, Thomaz. Meninas vem e vão, não se precipite por um amor juvenil, você tem muito tempo ainda.
-Não estou fazendo isso por uma menina, Alazar. –Não, não é por uma menina qualquer. É por Elisabeth. –Faço isso por mim. Não por ela. E quando eu acabar, Lizzy irá querer que isso nunca tivesse acontecido.
-Jovens. Sempre fazendo besteiras. –balançou a cabeça e virou as costas, subindo as escadas. –Quando isso acabar, veremos quem estava certo. E vá logo para o seu quarto, te enviaram algumas caixas hoje de manhã, são as informações do seu trabalho. Ah! Mais uma coisa –parou no topo da escada, com o olhar em fenda –amanhã você tem aula. Vá dormir!
Aproveitei a súbita mudança de humor de Alazar para subir e dormir um pouco, se antes não estava sentindo nada pelo dia de hoje, agora as dores vieram com tudo. Minhas costas queimavam a cada movimento de respiração, meus olhos ardiam e sentia que meu pescoço nunca mais seria o mesmo. Precisava de um banho quente, de uma massagem. Mas minha cama já ajudaria bastante.
Já me sentia melhor ao sair da ducha, empurrei as caixas para longe da cama e me larguei ali. Amanhã arrumaria aquilo, com calma, então poderia analisar o que haviam me enviado. Não tinha ideia do que viria pela manhã, mas com certeza Lizzy não iria mais me ignorar.
...
Ainda estava há menos de dois quarteirões da escola quando o celular tocou, Elisabeth. Tive que encostar para atender, depois de quatro chamadas não atendidas.
-Por que não está aqui?
-Bom dia para você também, Elisabeth.
-Bom dia, Thomaz. Por que não está aqui? –sua voz estava uma mistura de irritada e sonolenta, se eu pudesse dizer alguma coisa sobre isso... diria que era... bonitinho.
-Aqui? Estou quase chegando na escola, não se preocupe, não irei me atrasar.
-Quem está falando da escola? Thomaz, você tem que me buscar todos os dias, para irmos ao colégio juntos. E se você não correr, chegaremos atrasados para o primeiro tempo.
-Estou há dois quarteirões do colégio, por que exatamente eu voltaria e iria te buscar agora? Melhor um atrasado do que dois, não acha?
-THOMAZ! Você é meu novato! Um dos seus deveres durante a semana é me levar para as aulas. E, pode apostar, você não entrará nem no estacionamento se eu não estiver junto. Entendeu? Então dê meia volta nesse carro agora e venha me buscar logo!
-Você poderia ter me avisado disso antes, não é? –perguntei, já olhando para os lados, procurando algum lugar para fazer o contorno.
-Você não leu o manual? –que manual? Ela está bem?
-O manual que Jule colocou no seu bolso, ontem, antes de você ir embora. Você não confere os seus bolsos, Thomaz? –o traço de irritação havia voltado e a sonolência, aparentemente, havia sumido por completo.
-Normalmente sim. Ontem estava cansado demais para me preocupar com bolsos. –dei de ombros.
-Incrível. Ande logo. –desligou sem me dar chance de dizer qualquer coisa. Essa menina vai me enlouquecer. Completamente.
...
Dez minutos depois, eu estava estacionando na frente da imponente casa dos Karlin –muitos quarteirões a distância da escola, nosso primeiro tempo estava perdido.
-Espero que amanhã você não se atrase assim. Não posso perder muitas aulas, se vier com mais uma nota baixa, o tempo vai fechar no clã. –Lizzy entrou no carro correndo, olhei para fora e percebi alguém nos observando por uma das janelas do segundo andar. –E, para ser sincera, não quero enfrentar outra tempestade tão cedo.
-Você deveria ter me avisado, sabe disso. –Já havia colocado o carro em movimento. –Poderia ter me enviado uma mensagem, qualquer coisa! Ora, esse é meu primeiro dia de novato!
-E não começou muito bem, não é? –arqueou uma sobrancelha. –De qualquer forma, agora você sabe. –um pequeno sorriso se formou –Além disso, não estava com vontade de ir à aula de Educação Civil mesmo. Já sei tudo o que preciso saber sobre isso, tive aulas com o melhor professor.
-Posso saber quem é esse? –perguntei, mesmo temendo uma resposta negativa.
-Meu avô. –Ela sorriu e olhou para fora. Não voltamos a conversar durante todo o caminho. Quando chegamos, me avisou que deveria esperá-la no final das aulas pois eu a levaria para casa. E seria assim todos os dias.
Fora isso, foi um dia completamente normal. É claro, meu parceiro nas aulas de química e biologia havia mudado repentinamente: a linda menina de olhos azuis fora trocada por um garoto forte, com tatuagem no braço –um dos amigos do primo de Lizzy. Estava lá para “tomar conta” de mim. Não vi minha mentora durante todo o período de aulas, nem mesmo no almoço, quando normalmente ficava sentada em uma das mesas afastadas com suas amigas. As amigas estavam lá, Elisabeth não.
Tentei sondar alguns garotos, mas ninguém a viu o dia inteiro. Mas quando o sinal tocou, ela se materializou em frente ao meu carro. E eu não pude perguntar nada, ela entrou falando no celular e saiu falando no celular. Tudo o que recebi foi um “não se atrase amanhã” e uma mensagem no celular.
Relaxe, durante a semana você só precisa fazer o papel de motorista. No final de semana as coisas irão esquentar. Boa sorte. Jule
É, irei aproveitar enquanto posso. Descansar enquanto posso, porque pode apostar, toda essa gentileza de Elisabeth irá sumir no final de semana. E começar a fazer o meu trabalho, aquelas caixas não irão sumir sozinhas do meu quarto e meus chefes não ficarão nem um pouco felizes em saber que deixei um trabalho de lado para cuidar de assuntos pessoais. Não sei até quando conseguirei levar os dois, mas preciso fazer isso de qualquer jeito.
-Ah, chegou cedo hoje. –Alazar, sempre educado, me recebeu com um sorriso de escárnio.
-Não comece...
-Não está mais aqui quem falou. –levantou as mãos em sinal de rendição. –Mas suas caixas continuam lá.
-Eu sei, eu sei. Já estou indo.
E assim o meu final de tarde se arrastou. Fiquei perdido no meio da tonelada de papéis que haviam me enviado e ao invés de arrumar meu quarto, o deixei mais bagunçado ainda.
Só me lembrei do manual que Jule me deu antes de ir dormir. O peguei para ler e percebi que iria ter problemas, aquilo não poderia ser chamado de regras. De jeito nenhum. Eu estava perdido. Completamente perdido e a culpa era toda minha. Onde fui me enfiar? Essa coisa de clã era mais pesada e complicada do que imaginei. Como Lizzy consegue viver com tudo o que lhe é imposto?

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4 comentários

  1. É, tem algumas regras que são mesmo impossíveis de cumprir! Hahaha Obrigada pela deidcatória e desculpe pela pressão, mas é que a curiosidade para saber o que vai acontecer me mata! Estou adorando o desenrolar, e esses mistérios em volta de Thomaz me deixam mais curiosa ainda também hahaha
    Mas, bem, boa prova no enem! :D
    E quanto ao banner, bem, eu ainda não sei bem, mas como o garoto é loiro eu chutaria que são Caleb e Lizzy... (?)
    Beijoss, bom domingo!

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  2. Corre lá no Projeto Atrás do Pensamento que tem novidade.
    Beijos

    Pamela, moderadora.

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  3. Eu imagino quais sejam as regras pelos testes que ele fez coitado... kkkk ta enrolado.

    Aguardo pelo proximo! ;)
    Beijos da apoiadora :D adorei! =D

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  4. Ahammm. Ele tem personalidade ,esse garoto.Muito fofinho o esforço dele para ficar perto da Lizzy. Mas ela não facilita né?
    Bjs e não pare nunca. Lendo aqui,posso comparar seu conto com contos publicados de grandes escritores.
    Você é minha escritora favorita.
    Bjs

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